quinta-feira, 4 de março de 2010

Relações Precoces

A imaturidade do bebé humano torna-o dependente dos adultos e dos cuidados dispensados por estes para sobreviver física e psiquicamente.

Competências básicas do bebé:

No sentido de desencadear comportamentos que satisfaçam as suas necessidades, o bebé apresenta um conjunto de capacidades e competências que lhe permite enviar sinais para os adultos que, por sua vez, estão predispostos a responder-lhe.

Processo de regulação mútua: processo através do qual o bebé e os progenitores comunicam estados emocionais e respondem de modo adequado.

O bebé é, assim, um sujeito activo que emite sinais daquilo que pretende e que responde, com agrado ou desagrado, ao tratamento disponibilizado. O choro, o sorriso, as expressões faciais e as vocalizações são alguns dos meios a que o bebé recorre para manifestar as suas necessidades e obter a sua satisfação. São estratégias para seduzir os adultos, impedindo que os abandonem.
®     Os primeiros sorrisos de qualquer bebé são automáticos, reflexos e involuntários. Resultam muitas vezes da actividade do sistema nervoso central. É por volta do 2º/3º mês de idade que o sorriso se torna num meio de comunicação intencional. A partir dos 6 meses, o bebé passa a sorrir só para as pessoas que conhece: é um sorriso social. O sorriso é um sinal que reforça os comportamentos positivos do adulto favorecendo a sua repetição.
®     O choro é o meio mais eficaz para manifestar uma necessidade ou um mal-estar.
®     As vocalizações vão evoluindo desde cadeias de sílabas repetitivas – lalação- para forma de conversa e são um reforço para a atenção dispensada pelos adultos.

Competências básicas da mãe:

Uma interacção equilibrada exige que a mãe interprete adequadamente os sinais emitidos pelo bebé e que responda de forma apropriada.
No primeiro ano de vida, o bebé mantém uma relação privilegiada com a mãe, que oscila entre a confiança e a desconfiança. A sensibilidade e a disponibilidade da mãe face às necessidades do bebé e o prazer mútuo nas interacções que se estabelecem propiciam um sentimento interno de segurança, que é gerador de uma confiança básica que permite ao bebé encarar o mundo de forma positiva. Se pelo contrário, a mãe não responde às necessidades do seu filho de forma continuada, desencadeiam-se sentimentos de ansiedade que têm consequências negativas no desenvolvimento da personalidade, da autoconfiança e das interacções sociais futuras.

Modelo continente-conteúdo: o bebé vivencia medos, emoções, receios, angústia e a mãe deve constituir o continente, isto é, deve ser a depositária dos sentimentos contraditórios vividos pelo seu filho. Uma mãe continente reage às necessidades do bebé dando acolhimento à angústia e à ansiedade do filho sem as devolver através de comportamentos ou atitudes ansiosas e angustiadas: transforma inquietação em segurança, desconforto em bem-estar, fazendo-o sentir-se amado e compreendido.

Fantasias da mãe face ao bebé:

A relação mãe/bebé inicia-se logo quando a mulher sabe que está grávida. Durante a gravidez, fazem-se suposições e projectos relativamente à criança, que vão desde os simples passeios ao seu futuro mais sério e longínquo. Os futuros pais devaneiam sobre como vai ser uma nova vida com o seu filho. Constrói-se, assim, um vínculo a um bebé imaginário que se ajustará, após ao nascimento, ao bebé real.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Reflexão sobre o filme "Os Marginais"

Citando o que se encontra na capa do filme:
"They grew up on the outside of society. They weren´t looking for a fight. They were looking to belong."
(Eles cresceram fora da sociedade. Eles não estavam à procura de uma luta. Eles apenas queriam pertencer.)


Em 1965, Tulsa, os adolescentes tinham duas classes. Se eram socs (vem de socials), tinham dinheiro, carros e um futuro à sua espera. Mas se eram greasers, eram marginais... sem lugar algum onde pertencer.

O filme ilustra todas as disputas desenvolvidas entre estes dois grupos bem como todas as consequências que delas advêm.


Em primeiro lugar, tenho a dizer que adorei o filme e que toda a gente devia vê-lo.
Em segundo lugar, quero constatar que os actores que participam neste argumento são espectaculares (e não me refiro só a nível físico).
Em terceiro lugar, gostava de acrescentar que esta película mostra como o contexto socioeconómico em que cada um está inserido é extremamente importante para o seu desenvolvimento, tanto a nível pessoal como profissional. 
Os greasers tiveram o infortúnio de nascer num lugar em que as oportunidades são muito escassas e no seio de famílias desequilibradas e, por isso, foram alvos de preconceito e rejeição por parte da restante sociedade. Os socs tiveram a sorte de nascer num lugar completamente diferente. Podiam ser greasers mas o local do seu nascimento determinou-lhes o futuro.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Emoções

Aqui estão os resumos do Tema 4: emoções, conação e dimensão sociocultural da mente. Foram feitos pela minha colega Bárbara Alexandrino.
Emoções - resumos