Este trabalho de grupo foi o primeiro deste período e trata os agentes responsáveis pela transmissão hereditária, ou seja, os genes.
Os nossos genes
sábado, 28 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Cultura
Factores no processo de tornar-se humano
As hipóteses de sobrevivências dos seres humanos aumentaram com a capacidade humana de adaptação ao meio. Esta capacidade criou necessidade de cooperação e coordenação entre os seres humanos, bem como o desenvolvimento de novas capacidades para o fazer, como as capacidades de comunicação através da escrita, pintura, etc.
O ser humanos constrói com os outros um mundo inter-humano com habitações, transportes, ferramentas, um mundo construído que – relacionado com o mundo natural – oferece aos humanos suporte e protecção para as suas formas de vida. Os seres humanos organizam sociedades e criam cultura.
Noção de cultura
A cultura conjuga diversos elementos materiais e simbólicos, entre eles as crenças, as teorias, os valores, as artes, os costumes e as leis e normas, que se organizam de forma dinâmica, inter-relacionando-se e mudando. Por exemplo, as crenças, os valores e as normas materializam-se nas produções culturais.Os seres humanos são produtos e produtores da cultura. A influência entre os processos psicológicos e a cultura é mútua, dinâmica e permanente.
As “crianças selvagens”
Este termo é utilizado para referir as crianças que cresceram privadas de todo o contacto humano, sobrevivendo em isolamento ou na companhia de animais até terem sido encontradas por outros seres humanos.
No momento em que são encontradas possuem uma linguagem sobretudo mímica, em alguns casos imitativa dos sons e gestos dos animais com que conviveram. A sua linguagem verbal é quase sempre nula ou muito reduzida. O comportamento não é orientado para outros seres humanos, não seguindo os mesmos padrões, e aproximando-se dos padrões dos animais com que interagiam.
As crianças selvagens manifestam dificuldades em exprimir, controlar e reconhecer emoções.
As capacidades e características destas crianças mostram a nossa dependência do contacto físico e sociocultural para nos tornarmos humanos.
Culturas
A cultura varia no tempo e no espaço, pelo que existem múltiplas culturas. As diferentes culturas reflectem as maneiras como as comunidades integraram os acontecimentos do passado, as necessidades de sobrevivência e as exigências do meio onde vivem. Todos estes factores fazem com que as diversas culturas adquiram especificidades próprias, levando a uma diversidade cultural.
Padrões Culturais
Padrão Cultural – conjunto de comportamentos, práticas, crenças e valores comuns aos membros de uma determinada cultura.
Os padrões culturais ajudam no enquadramento da construção de significados em muitos domínios da vida social. Não temos consciência da sua existência. A cultura exerce uma forte influência na forma como pensamos, sentimos e consideramos aceitável ou inaceitável.
Por isso é necessário ter os padrões culturais em conta quando observamos os sentidos que as pessoas atribuem a comportamentos, actividades e objectos.
Os padrões culturais mudam permanentemente.
Aculturação – conjunto dos fenómenos resultantes do contacto contínuo entre grupos de indivíduos pertencentes a diferentes culturas, assim como às mudanças nos padrões culturais de ambos os grupos que decorrem desse contacto.
Nos dias de hoje pode-se falar numa sociedade global.
Socialização
Socialização – processo através do qual cada um de nós aprende e interioriza os padrões de comportamento, as normas, as práticas e os valores da comunidade em que se insere.
Existem dois tipos de socialização:
Socialização Primária – responsável pelas aprendizagens mais básicas da vida em comum, isto é de comportamentos considerados adequados por um grupo social. Ocorre com muita intensidade durante os períodos de crescimento por meio de relações com a família, a escola, em grupos chamados grupos primários.
Socialização Secundária – ocorre sempre que a pessoa tem de se adaptar e integrar em situações sociais específicas. Este processo também ocorre no seio de grupos secundários que criam oportunidades e desafios que levam os indivíduos a adaptarem-se a realidades novas.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Esquecimento
Esquecimento é a incapacidade de recordar, recuperar dados, informações, experiências que foram memorizadas. O esquecimento é essencial, é a própria condição da memória: é porque esquecemos que continuamos a reter informações adquiridas e experiências vividas. Seria impossível conservar todos os materiais que armazenamos, tendo o esquecimento a função de seleccionar para podermos adquirir novos conteúdos.
Dupla função:
· Selectiva: nem toda a informação é guardada, a memória afasta a informação que não é útil nem necessária.
· Adaptativa: a informação é transformada e é por isso que a memória não reproduz os dados tal como foram armazenados.
ESQUECIMENTO REGRESSIVO – ocorre quando surgem dificuldades em reter novos materiais e em recordar conhecimentos, factos, nomes aprendidos recentemente (não se consegue decorar nem lembrar); deve-se à degenerescência dos tecidos cerebrais.
ESQUECIMENTO MOTIVADO – nós esquecemos o que, inconscientemente, nos convém; os conteúdos traumatizantes, penosos, as recordações angustiantes são esquecidos para evitar a angústia e a ansiedade, assegurando, assim, o equilíbrio psicológico – recalcamento. Através deste processo, os conteúdos do inconsciente seriam impedidos de aceder à consciência. Constitui um mecanismo de defesa através do qual pensamentos, sentimentos e recordações dolorosas são afastados da consciência com o objectivo de reduzir a tensão. Os conteúdos recalcados, “esquecidos”, não podem ser recuperados através de um acto de vontade.
ESQUECIMENTO POR INTERFERÊNCIA DE APRENDIZAGENS – o esquecimento pode ser explicado também através dos processos de interferência: as novas memórias interferem com a recuperação das memórias mais antigas. Os materiais que não conseguimos recordar sofre modificações, geralmente por efeito de transferências de aprendizagens e experiências posteriores.
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