quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Memória

É a memória que retém conhecimentos, informações, ideias, acontecimentos, encontros, ou seja, o património que nos torna únicos e que assegura a identidade pessoal de cada um. É a memória que nos assegura que continuaremos a aprender novos conhecimentos, novos conceitos, novos sentimentos e novas experiências. Aprendemos a lidar com o meio e é a memória que actualiza, sempre que precisamos, os comportamentos aprendidos adaptados à situação. A memória está na base de todos os processos cognitivos, sem memória não há cognição.
Efectivamente, é a memória que nos permite representar o mundo pois reserva as representações que substituem objectos, situações, acontecimentos, pessoas, etc.

Percepção Social

Processo que está na base das interacções sociais: consiste na formação de impressões acerca dos outros. O modo como percepcionamos as situações sociais e o comportamento dos outros orienta o nosso próprio comportamento. A percepção social está muito relacionada com os grupos sociais, com o contexto social em que a pessoa está inserida.

A Predisposição perceptiva é precisamente o efeito que a sociedade tem na nossa percepção. Quando olhamos para algo, olhamos com os óculos da nossa sociedade. Existe uma ligação fundamental entre o nosso conhecimento prévio, necessidades, motivações e expectativas de como o mundo é constituído e a forma como o apreendemos.


Percepção e Cultura: A forma como percepcionamos o mundo varia com a cultura, com o contexto cultural (é diferente o modo como um chinês e um indiano representam o mundo). 

Subjectividade da Percepção

A percepção que cada um de nós faz de um mesmo objecto varia de indivíduo para indivíduo e tal acontece porque a percepção envolve uma interpretação, interpretação essa que tem por base os nossos valores, experiências, interesses e expectativas e que, ao serem diferentes em cada pessoa, vão obviamente influenciar a percepção que cada um tem, sendo sempre diferente a percepção do mesmo objecto entre várias pessoas.


Face a um meio que nos envolve de estímulos de toda a ordem, a percepção exerce um processo de selecção que nos permite captar apenas alguns, aqueles que nos interessam e são significativos para nós. O interesse sobre determinado objecto ou assunto torna-nos mais sensíveis à percepção do que lhe está relacionado. Os estímulos perceptivos são seleccionados pela nossa atenção de acordo com os nossos interesses. 

A percepção como Representação

As percepções não são cópias do mundo à nossa volta. A percepção não reproduz o mundo como um espelho, o cérebro não regista o mundo exterior como um fotógrafo: constrói uma representação mental ou imagem da realidade. É no cérebro que se vão estruturar e organizar as representações do mundo, é no cérebro que se dá sentido ao que vemos e ouvimos. A informação proveniente dos órgãos sensoriais é tratada pelo cérebro e é nesta estrutura que ganha sentido e significado.

A interpretação da Realidade

A visão que temos do mundo não é a reprodução da realidade, mas uma interpretação. Para a interpretar a informação dos estímulos captados pela visão, o homem serve-se de algumas estratégias, como a:
Constância perceptiva  – capacidade de percepcionar os objectos do mesmo modo e com os seus atributos básicos, apesar de serem captados de ângulos e distâncias diferentes. Mesmo que os estímulos sejam alterados, há uma resistência à mudança da percepção que efectuamos. Graças a esta capacidade o mundo apresenta-se com uma relativa estabilidade. Isto sucede-se ao nível da visão, com o tamanho, a forma e a cor.
  • De tamanho  – percepcionamos o tamanho de um objecto ou de uma pessoa independentemente da distância a que se encontre. 
  • De forma – percebemos a forma do objecto, independentemente do ângulo a partir do qual vemos (intervêm a experiência anterior do sujeito, as memórias armazenadas, as aprendizagens do sujeito, etc).
  • Do brilho e da cor  – nós mantemos constantes o brilho e a cor dos objectos, mesmo quando as circunstâncias físicas nos dão outra informação. (ex: percepcionamos uma casa branca em plena luz do sol e mantemos constante a cor à noite).
A imagem que temos do mundo é construída: “corrigimos” mentalmente, e de modo automático, o conteúdo da nossa percepção de modo a manter a regularidade do mundo externo. Estas características da percepção facilitam a adaptação ao meio, dando consistência ao mundo que nos rodeia.
A percepção é um processo cognitivo complexo em que intervêm as nossas estruturas fisiológicas (os receptores sensoriais, as estruturas do sistema nervoso) e as nossas experiências pessoais (que dão sentido e significado ao que percepcionamos).

Processo Perceptivo

O processo perceptivo inicia-se com a captação, através dos órgãos dos sentidos, de um estímulo que, em seguida, é enviado ao cérebro. Este processo pode ser decomposto em duas fases distintas:
  • Sensação: mecanismo fisiológico através do qual os órgãos sensoriais registam e transmitem os estímulos externos. Corresponde a uma resposta directa e imediata dos órgãos sensoriais a um estímulo básico como por exemplo a luz, a cor, o som ou o tacto. A sensibilidade ao estímulo varia consoante a qualidade sensorial dos órgãos receptores e a quantidade e a intensidade dos estímulos aos quais estamos expostos.
  • Interpretação: etapa que permite organizar e dar um significado aos estímulos recebidos.

Percepção

A percepção é a função cerebral que atribui significados a estímulos sensoriais, a partir do histórico de vivências passadas. Através da percepção, um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado ao meio que o rodeia. Consiste na aquisição, interpretação, selecção e organização das informações obtidas pelos sentidos.
2.   A percepção é um processo cognitivo, que pode ser descrito como a forma como vemos o mundo à nossa volta, o modo segundo o qual o indivíduo constrói em si a representação e o conhecimento que possui das coisas, pessoas e situações, ainda que, por vezes, seja induzido em erro. Percepcionar algo ou alguém é captá-lo através dos sentidos e também fixar essa imagem.  
As relações entre o indivíduo e o mundo que o rodeia são assim regidas pelo mecanismo perceptivo e todo o conhecimento é necessariamente adquirido através da percepção. Dois indivíduos, da mesma faixa etária, que sejam sujeitos ao mesmo estímulo, nas mesmas condições, captam-no, seleccionam-no, organizam-no e interpretam-no com base num processo perceptivo individual segundo as suas necessidades, valores e expectativas.

Processos Cognitivos

Cognição é o acto ou o processo de conhecer, isto é, os mecanismos através dos quais um organismo recebe, aplica e conserva a informação.
Os processos cognitivos implicam a recepção, a organização e o tratamento da informação proveniente do meio que nos rodeia tendo em vista a construção do conhecimento. Vamos abordar três deles:
  • Percepção
  • Aprendizagem
  • Memória

A Mente

Durante muito tempo associou-se o conceito de mente à dimensão cognitiva do ser humano. A mente era encarada como a manifestação da racionalidade humana e, independente dos sentimentos, emoções, desejos e afectos, permitia a produção do conhecimento científico (objectivo).
2.    Mais tarde conclui-se que a mente não se reduz à dimensão cognitiva, também implica a emoção, os sentimentos, a afectividade, a acção. A mente é um sistema que integra os processos cognitivos, emocionais e conativos, estabelecendo-se assim um conjunto de processos dinâmicos que interagem constantemente de forma complexa.

Processos MENTAIS:
  • Processos COGNITIVOS – relacionados com o saber, com o conhecimento, reportam-se à criação, transformação e utilização da informação do meio interno e exterior – “O quê?”
  • Processos EMOTIVOS – relacionados com o sentir, são estados vividos pelo sujeito que correspondem às vivências de prazer e desprazer e à interpretação das relações que temos com as pessoas, objectos e ideias – “Como?”
  • Processos CONATIVOS – relacionados com o fazer, expressam-se em acções, comportamentos e correspondem à dimensão intencional da vida psíquica – “Porquê?”

Reflexão sobre o filme "Nell"

Nas Montanhas Azuis da Carolina do Norte, uma das poucas paisagens inalteradas pelo Homem, habitam diferentes espécies. Este habitat é também o de Nell, uma jovem que foi criada à margem da sociedade e que, durante a infância e a maior parte da adolescência, apenas conviveu com a irmã gémea e a mãe. A sua mãe, paralisada devido a uma trombose, engravidou após sofrer uma violação.
O filme começa quando a mãe de Nell morre e o médico local, Dr. Lovell, é enviado para certificar a morte. Ao descobrir a sua existência, Jerry rapidamente se apercebe que Nell não se comporta como uma jovem comum da sua idade, falando até uma linguagem própria e quase indecifrável. Fascinado pela singularidade da rapariga, o médico decide pedir ajuda a uma psicóloga, a Dra.Paula Olsen, para o auxiliar no diagnóstico. Mas esta decisão virá mais tarde a revelar-se problemática pois as soluções que ambos apresentam para o futuro da rapariga são antagónicas.
Paula acaba por recorrer à Justiça, com o intuito de a enclausurar numa instituição para aí investigar o seu comportamento.
Jerry, que ganhou de imediato uma grande empatia com Nell, não concorda, preferindo mantê-la no seu habitat natural junto daquilo com que sempre contactou.
O juiz acaba por decidir a favor de Jerry e concede um prazo de três meses para os psicólogos compreenderem e recolherem informação sobre a “mulher-selvagem”. Assim, ele e Paula mudam-se para o local onde ela vive.
Pouco a pouco, começam a comunicar com Nell e estabelecem-se vínculos de confiança, iniciando-se uma nova etapa marcada pela possibilidade da educação. No entanto, não é só Nell que vai ser educada. A relação educativa vai exercer-se nos dois sentidos.
Experimentados e cultos, médico e psicóloga começam a conhecer-se melhor a si mesmos e vão aproximando as suas metodologias. Juntos decifram a linguagem de Nell e reconstroem a sua trágica vida.
Ela começa a vê-los como seus pais.
Enquanto a estudam, Nell estuda os médicos a um nível mais intuitivo. Uma curandeira no seu próprio estilo, Nell consegue aliviar a dor do médico e da psicóloga.
Os médicos vêem-se obrigados a retirar Nell do seu habitat, quando os meios de comunicação se interessam pelo caso e violam a privacidade da rapariga.
Uma vez no hospital, o comportamento de Nell altera-se de tal modo que Jerry decide raptá-la da instituição.
O caso acabará em tribunal onde Nell toma a palavra. Afinal, é ela que, com os seus argumentos, acaba por decidir o seu próprio futuro.


Nell foi educada pelo médico e pela psicóloga e, de modo inverso, também os educou a eles.
O filme mostra que Jerry e Paula aprenderam que os pontos de vista de Nell, apesar de diferentes e estranhos, também poderiam ser úteis para a sua vida. Paula acaba mesmo por abandonar a ideia de a colocar numa instituição, a favor da defesa do estilo de vida que Nell pretende levar.
Conclui-se, então, que Nell não é anormal, mas sim um ser humano que se afasta muito dos padrões de vida regulares. Este filme dá uma lição a todos aqueles que tomam o diferente como anormal e que discriminam a diferença e a minoria.
É importante que todos nos tornemos mais atentos às diferenças, mais dispostos a escutá-las e a percebê-las pois a especificidade de cada um deve ser valorizada. Só assim é que se consegue promover um mundo mais justo, mais integrador e mais rico. Além disso, o seu mundo também é o nosso mundo e, como tal, não devem ser excluídas mas sim compreendidas.


Como diz Nell, as pessoas deviam olhar-se olhos nos olhos. E aceitar-se nas suas diferenças.

Bem vindos!

Caros colegas,
como já devem saber a matéria que saiu no teste passado não voltará a ser avaliada. Como tal, neste blogue apenas vou colocar resumos/esquemas/apresentações sobre os novos capítulos do livro. Espero que vos ajude no estudo!